Armadilha

Minha carne sob um pretexto  alcalino
Que mastigando parece pólvora
Chupando parece escárnio
Apalpada parece algodão
Cheirar-me é mania de viúva
Pertenço aos homens que fedem
Por suar mal passado
Sem alecrim
Inoportuno como a calvície jovial
Contrario a pirataria de corpos
Me torno gente
E escasso
Extinto
Além de tudo, impróprio
Fugaz
Libertino sem culpa, nem ordem
Sagaz num tormento de alma
Incluído ao erro de corpo
Nos pulos da pulga
Cada vez isso transgride
Um passo a mais