Feliz Natal

Osvaldo foi comer a ex-mulher de um amigo
Passar o Natal com ela, finalizar todas aquelas sequências de bronhas dos tantos outros feriados
“Oi Osvaldo, pode entrar, a comida já está pronta”
Já tinha imaginado ela mais de dez mil vezes nua e prostrada
“Que bela mesa você preparou Anita, o que é aquilo ao lado do frango?”
“Prove, eu inventei hoje”
Tinha um gosto forte, da vingança contida de um amor acabado
Comeram muito, enchendo seus vácuos mútuos regulares
Beijaram-se com o mesmo gosto labial, um beijo de frango morto
Assistiram televisão juntos, abraçadinhos, ela com a mão no pau, ele com a mão na xota
“Quanta sorte”, Osvaldo regozijou, viu no pau duro a esperança de gozar no mundo
“Vou pegar duas cervejas”
“Opa, manda ver”
Certamente alguém nascia naquele dia, mais uma vez
Lambuzaram-se propositalmente com o sabor do álcool doce da vida amarga
Ela nas tetas, ele nas orelhas
Riram e foram pra cama, saudar o desconhecido antigo
Enquanto metia fundo na fenda, um grito desamparado vinha da rua
“VOU TE MATAR OSVALDO!!”
Na cama
“Me come Osvaldoooooooooo”
“Eu sou o Osvaldo, o Papai Noel dos fodedores!”
“EU SEI ONDE SE ESCONDE DESGRAÇADO!”
“Óóóóó…Me chupa Papai Noel”
Desceu com a língua em ziguezague, contornando todo o presente do Senhor
Os reis bagos ovacionavam o grande momento, os dois com presentes pubianos
Abençoou aquelas coxas, multiplicou o líquido
Afastou as pernas da virgem fodida
E meteu a língua na manjedoura
Um animal degustando seu cocho
“Chupar uma buceta é sugar uma alma e devolve-la nova”
Um Feliz Natal