Sopa com letras minúsculas

Primos, primas
Rios turvos
Migalhas de ouro
Cadáveres de pão
O Sol lamenta o que é de carne
Seus lindos sorrisos são sempre mais frágeis após a lágrima
Como se estivessem guardando chuva em marmita
Para o próximo jejum
E a fome não alcança o sacrifício
Então penduram cabides em cabides
Deixando a porta do guarda-roupa sempre aberta
Para a vela não apagar-se
E os vermes acharem a comida
Mamões de areia
Salpico com orégano
Manchas roxas em um riso de cobra
Impressões digitais desaparecem no hematoma
Crivado na lápide indigente
Indigesta
E até parece um caso sério